
Todo trabalho realizado em equipe requer do grupo uma união aliada à harmonia. Porém, algumas qualidades ainda são imprescindíveis. A capacidade de trabalhar em equipe é uma delas. Todos possuem defeitos e qualidades e são essas qualidades que devemos proporcionar em um trabalho em equipe, pois com a união dessas o trabalho se realiza da melhor forma. E o grupo Android conseguiu unir o útil ao agradável. Com uma mão de obra diversificada, o trabalho ficou mais completo. Por abordarmos situações diferentes. Nem se Oscar Niemeyer tivesse projetado, teria ficado “tão” dentro dos conformes…
Não é pelo motivo de ser bailarina, que as coisas se tornam mais fáceis. E nem foi por isso, que ela conseguiu dançar conforme a música. Certamente é uma qualidade a mais você ser mais flexível do que os outros, mas não é essa a característica que sobresai nessa garota-mulher. Mas sim pela sua responsabilidade, organização e criatividade. Se na dança é o homem que conduz a mulher, diria então que ela se transformou em um, pois todos nós seguimos os seus passos e conselhos. Em todos os nossos encontros para brainstorm, ela timidamente fazia um Demi-plié, que é usado muito em sua profissão para impulsionar saltos, e foram nessas reuniões que ela impulsionou o sucesso de nossa apresentação. Tudo bem, que passamos por momentos inusitados, diferentes e inesperados, mas conseguimos com piruetas e sissones fazer com que o trabalho entrasse novamente no compasso da canção. Aline com um N na frente passa longe de ser uma Macabéa, mas merecidamente vai ter em sua vida a hora de (sua) estrela. É interessante quando fazemos um trabalho em grupo, pois momentos intermediários aparecem, e é aí que conhecemos verdadeiramente os nossos companheiros de trabalho. Naline, talvez tenha sido a única em não ter blefado em nenhum momento, coisa que este que escreve não conseguiu fazer. Querer chamar atenção por uma coisa que você não faz, pode dar certo ou errado, e isso certamente foi uma lição que aprendi. Se Jane Austen, por exemplo, tivesse a conhecido, certamente a personagem Elizabeth Bennet teria sido inspirada nela, ambas fogem do padrão sem fazer muito esforço. Não é para menos, que todos os professores acreditam na profissional que ela está aos poucos se tornando. É uma bailarina, uma guerreira, mas não um soldado de chumbo!
Continuando na literatura, não existe nenhum outro rótulo para Helena (Beltrano), o sobrenome pouco importa para ela que é de longe uma pessoa ímpar. Assim como o Homem de Lata do Mágico de OZ, Helena consegue ser uma pessoa fria, calculista, séria e realista, mas com um coração enorme. Pessoas como ela, fazem falta para o sucesso de um trabalho interdisciplinar, pois quando fala que algo está errado, é porque está mesmo! De características singulares, Helena sempre argumenta em momentos oportunos, influenciando sempre em todas as decisões decretadas pelo grupo. Parece muito o Arthur Dent de Douglas Adams, sempre viajando em um universo paralelo, é uma pena que não trás consigo um guia do mochileiro, pois certamente já teria pego emprestado. E nesta jornada muitas coisas se descobrem sobre quem procura.” Espera-se, desespera-se. O milagre acabou e o feiticeiro é uma fraude. Mas será ele mesmo necessário?” Se nem o Frank Baum conseguiu responder essa questão, não serei eu o audacioso para tal. Sei, que não é necessário somente UM Homem de Lata, mas também um Leão Covarde, um Espantalho, a garotinha de Kansas e também um cachorrinho – que acreditem ou não, deu as “caras” em nosso momento de fotos -, que pode não chamar Totó, mas o Marley estava representando bem o seu papel. Cada personagem é lembrado em determinados momentos. Talvez um membro tenha características de dois personagens quaisquer, às vezes o mesmo membro pode não ter característica de nenhum deles. O que se sabe mesmo, é que fizemos da história uma vida real.
Natália Abranches, a especialista da Língua Portuguesa. Como é bom ter alguém que lê insanamente e que conhece profundamente a nossa ortografia e gramática. E como foi importante o papel que desempenhou durante esses quatro meses de trabalho. Foi fundamental para a revisão de todos os textos publicados em nossa revista. Foi a verdadeira Cornelia Funke do grupo Android, pois sabia sempre onde inserir as situações criadas pelo restante do grupo. Representa perfeitamente a literatura brasileira não teria alguém melhor do que ela, para abordar sobre o tema e averiguar se o que foi escrito é verídico ou não. Por mais que não vivemos em um país das maravilhas, ela que foi a carregada de carregar o coelho branco do grupo, pois como se trata de uma metáfora, visamos o coelho como um suporte emocional, o qual todos os membros procura firmar-se para adaptar à realidade do andamento da apresentação.
Não podemos duvidar da capacidade de uma pessoa, até o juízo final. E foi assim com a Ana Luiza. Presença não significa contribuição. Na apresentação final, chegou com os bonecos perfeitamente criados pela sua mãe para melhorar esteticamente a nossa apresentação. Elogiados por todos, Ana Luiza contribuiu com as peças offlines. Cada um fazendo o que sabe e onde alcança, talvez essa frase que foi fundamental na prática, para que fossemos comentados (positivamente) em toda a feira.
Thiago Paixão, o líder dos Karas de Pedro Bandeira. Tudo bem, que não tinha o Chumbinho, mas tinha a sua moto que foi o “nosso” melhor amigo. Prestativo, humilde, eficiente e sábio, Thiago que já tem Vênus no seu nome – e que poderia usá-lo para ajudar os seus amigos -, falou sempre o essencial. Essencial esse, que foi o necessário que a banca gostasse de nossa apresentação. Sem a sua moto e solidariedade, não teríamos feito as impressões e também não conseguiríamos fazer as fotografias. Foi extremamente importante para a realização desse trabalho. Não usamos em momento algum a droga da obediência, mas por educação, todos souberam bem ser educados nos momentos propícios.
Trabalho em grupo é assim! Cada um contribui com o que mais sabe. Raro? Não! Não tivemos discussões, brigas e muito menos conflitos. Quisá, um pouco disso teria feito com que fizéssemos uma apresentação ainda melhor. O que nos diferencia com os outros [publicitários] é que os publicitários fazem bons trabalhos de publicidade, e os craques da publicidade, fazem publicidade brincando e gostando. O que posso garantir, é que o Grupo Android se divertiu muito durante toda a confecção e a apresentação da Revista.
Igor Arci